Curiosidade do Dia sobre Marcas
"O maior patrimônio de uma Empresa"Patek Philippe
A marca foi criada no dia 1 de março de 1839, no pequeno vilarejo de Plan-les-Ouates, perto de Genebra, na Suíça, pelo Conde Antoine Norbert de Patek, um nobre polonês exilado, e por François Czapek, um relojoeiro de Varsóvia. Juntos, eles fundaram a Patek, Czapek e Co.
A empresa, apoiada financeiramente por outros relojoeiros poloneses, Wawrzyniec Gostkowski, Wincenty Gostkowski e Wladyslaw Bandurski, produzia relógios de bolso por encomenda. Tais relógios eram artisticamente inspirados nos temas da história e cultura polonesa, com retratos de heróis revolucionários, lendas dos séculos X e XII, e o culto da Madonna Negra de Czestochowa. Nesta época, a empresa, que empregava uma meia dezena de empregados, produzia aproximadamente duzentos relógios de qualidade por ano.
Rapidamente transformaram-se nos melhores relojoeiros da Suíça e em 1844 resolveram mostrar ao mundo suas fabulosas peças na exposição internacional de Paris. Lá, os fundadores da empresa conheceram o francês Jean Adrien Philippe, que anos antes inventou o famoso mecanismo de haste para dar corda e ajustar os ponteiros, um conceito moderno e confiável. De maio de 1845 a janeiro de 1851 a empresa era conhecida como Patek & Co., foi quando Philippe emprestou seu nome e tornou-se sócio da empresa, que passou a se chamar PATEK PHILIPPE & Co.. Entre as razões para o seu sucesso desta época estava o alto padrão de fabricação e a praticidade do sistema de corda.
Nos primeiros anos da parceria, a rainha Vitória da Inglaterra já era uma cliente. A partir da metade do século XIX, PATEK PHILIPPE assumiu um papel de liderança na indústria relojoeira suíça pela elevação dos padrões de manufatura e medição do tempo, além da introdução de inovações técnicas (a mola principal livre, entre outras), e o aperfeiçoamento de mecanismos reguladores, cronógrafos e calendário perpétuo. Já na Exposição de Paris em 1867, a empresa exibiu relógios centrados nas funções que eram padrão apenas para relógios complicados no início do século XX: calendários completos, repetidores e um cronógrafo com capacidade de assinalar as frações de segundos. Patek e Philippe forjaram uma sociedade única, que abrigou seus talentos individuais. Patek era um vendedor talentoso, tanto como um viajante intrépido, sempre buscando a comercialização de seus relógios. Dessa forma, viajou à Inglaterra em 1847, aos Estados Unidos, em 1854, e à Rússia em 1858, numa época que cruzar o oceano era uma coisa muito perigosa. Viajou através do mundo para promover os relógios de sua empresa, e documentou suas jornadas em diários pessoais, relacionando as muitas privações que teve que enfrentar por conta disso.
Adrien Philippe, por outro lado, se fixou em Genebra e focou seus esforços em supervisionar a direção técnica da empresa, bem como sua produção diária. Desta forma, a companhia trabalhou tão bem, que antes de sua morte Patek, em 1º de março de em 1877, havia sido condecorado no título de conde pelo papa Pio IX. Adrien Philippe morreria 17 anos depois, em 1894. Após a morte dos fundadores, três antigos empregados da empresa, incluindo Edouard Kohn, assumiram seu comando. Em 1932, a empresa mudou de mãos, com Charles e Jean Stern tornando-se seus novos donos. Pouco depois da Segunda Guerra Mundial, a empresa criou uma divisão eletrônica em 1948, e nos anos 50 foi pioneira na tecnologia do quartzo, com diversas patentes e vencendo diversos prêmios.
Em 1953 a marca introduziu no mercado seu primeiro relógio de bolso automático. Uma presença constante nas competições do Observatório de Genebra (a grande autoridade mundial de relojoaria), entre 1900 e 1967, a PATEK PHILIPPE venceu mais de 750 prêmios, incluindo 187 primeiros lugares.
Uma pequena revolução teve lugar em Genebra no ano de 1976, quando a empresa lançou o NAUTILUS, um relógio de luxo com caixa de aço. O mundo da horologia ficou perplexo e cético porque, até então, relógios de luxo eram feitos de ouro ou platina - de preferência com braceletes também de metais preciosos - muitas vezes também com marcadores de horas e aros com diamantes. Ao mesmo tempo, as manufaturas competiam entre si para desenvolver relógios cada vez mais finos. E então surgiu este relógio de grandes dimensões e em aço; ele não apenas era mais caro que muitos relógios em ouro da época, mas também violava todas as convenções com seu tamanho proeminente e forma extravagante. O mais surpreendente: foi a respeitada e eminente PATEK PHILIPPE que ousou cometer esta transgressão na categoria luxo.
Mas como Philippe Stern, o presidente da empresa, admite hoje, esta quebra de tabu foi um movimento calculado. Uma progressiva mudança de paradigma tinha sido observada. Muitos indivíduos abastados eram muito ativos, não apenas em suas vidas profissionais, mas também em suas atividades de lazer. Eles estavam no comando de iates, esquiavam em montanhas geladas e corriam no Central Park ao amanhecer para ficar em forma. Esta nova geração amava desafios e dinâmicos estilos de vida. Um relógio em ouro, precioso e sujeito a riscos, nos anos 70, com seu delicado movimento, não se adequava ao seu cotidiano. Tais relógios eram ideais para elegantes eventos noturnos, não para serem usados por ocupados diretores e empreendedores no escritório, na quadra de tênis, ou durante uma partida de golfe no fim de semana. A PATEK PHILIPPE antecipou esta tendência com o lançamento do Nautilus. Embora desenhado para atrair um novo segmento de consumidores, ele também tinha intenção de convencer os clássicos donos de um PATEK PHILIPPE a complementar seu modelo em ouro com uma alternativa caixa de aço. Ambos os objetivos foram atingidos e uma campanha publicitária ajudou a converter o estilo iconoclasta do Nautilus em um princípio. “Um dos mais caros relógios do mundo é feito de aço”, proclamava um anúncio com intensa exposição. O título “Combina tanto com um traje molhado como com um smoking” também chamava a atenção.
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Em 2006, a PATEK PHILIPPE celebra o 30o. aniversário da coleção Nautilus com o lançamento de uma coleção totalmente redesenhada. Estes novos Nautilus agora têm caixas com três peças, o que não compromete sua lendária robustez. Avançados processos de manufatura e novas tecnologias de materiais tornaram possível a construção de clássicas caixas com fundo, lateral e aro que igualam a construção monobloco original em termos de robustez e resistência à água. A PATEK PHILIPPE vende seus refinados relógios em mais de 100 países através das mais renomadas joalherias. Além disso, possui quatro lojas próprias (chamadas de PATEK PHILIPPE SALONS), localizadas em Genebra, Londres, Paris e mais recentemente em Nova York, dentro da famosa joalheria Tiffany & co.Veja as Curiosidades anteriores:
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